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Johannes Kepler (1571 - 1630), O alemão prova que as órbitas dos planetas em torno do Sol não são circulares, mas elípticas, e que têm velocidade variável.
Meio século depois, Isaac Newton mostraria que tais órbitas são conseqüências das leis fundamentais da Física

 

 

   Juan Bautista Van Helmont (1577-1644), nasceu em Bruxelas em uma nobre família de Brabante. Estudou medicina em Louvaina e instalado em Bruxelas praticou a medicina entre os pobres e os prisioneiros. A fama dos seus êxitos curativos se divulgaram rapidamente. Estudou os escritos de Paracelso e se converteu em um fervente seguidor da escola Iatroquímica. Sua grande obra foi o descobrimento dos gases e a distinção entre estes e os vapores ou emanações. A palavra gás é de sua invenção. Entre os gases estudou particularmente o que chamou de gás silvestre produzido na combustão do carbono, e mostrou que era análogo ao gás que se desprendia por ação do ácido acético sobre os carbonatos e o que se libera por fermentação alcoólica. Ou seja, o gás carbônico (CO2). Apesar do pequeno número de trabalhos que publicou em sua vida, se tornou célebre na Europa onde foi considerado um dos químicos mais hábeis de todos os tempos. Sua fama como sábio só é compatível com sua reputação de homem moralmente correto e muito religioso. Inimigo da alquimia, à considerava como uma superstição carente de toda realidade científica, mudando totalmente de opinião frente a um fato insólito considerado como das provas mais verazes da realidade das transmutações alquímicas. Ele assegurou ter conseguido a pedra filosofal a partir de uma certa quantidade de um pó que cedido por um homem que foi a sua casa com o propósito de que ele o testasse.

 

Joseph Priestley (1733-1804), nasceu  em Fieldhead no Norte da Inglaterra. Ele teve uma vida de variedade extraordinária e em muitos aspectos ele simbolizava a união anglo-americana, teve muitos amigos conhecidos como Burke, Johnson, Franklin, Paine, Wedgwood, Eramus Darwin, King George III e os presidentes Washington, Adams e Jeferson.                                     Priestley foi treinado para ser ministro e sempre acreditou ser esta a sua vocação. Ele escreveu intensamente sobre teologia, mas também sobre história, gramática, política, educação e outros temas. E Ciência foi, sem dúvida, motivo de longas horas de leitura. Seu panfleto "Formas de saturação de água com ar" estava presente nas garrafas americanas de bebidas carbonatadas. Ele foi o primeiro a isolar muitos dos gases comuns, incluindo o oxigênio. Além disso, ele descobriu algumas fotossínteses essenciais.                                                                  Priestley foi um proeminente revolucionário tanto na religião quanto na política e em 1791 sua casa em Birmingham foi incendiada. Em 1794 ele refugiou-se nos Estados Unidos, mas continuou sendo uma figura controversa até a vitória eleitoral de seu amigo Thomas Jefferson. Ele morreu pacificamente poucos minutos depois de finalizar algumas correções em sua última publicação.

 

 

James Watt (1736 - 1819), seus primeiros mestres foram o pai e a mãe. Como não conseguiu freqüentar a escola primária, aprendeu com eles a ler e a escrever, além de rudimentos de aritmética. Mais tarde, por volta dos treze anos de idade, mostrou grande interesse pela matemática e pela arte da navegação. Assim, não fossem as deficiências da saúde e as dores de cabeça (entremeadas por momentos de excepcional lucidez) seria um adolescente tímido, mas perfeitamente integrado na sociedade marítima e mercantil em que vivia. Aos dezesseis anos James Watt partiu de casa em busca de trabalho; dirigiu-se para Glasgow, onde foi empregado como aprendiz numa fábrica. Não era aquele, porém, o caminho que traçara (queria ser construtor de instrumentos de medida) e, ao fim de três anos, decidiu tentar a sorte em Londres.                                                                                                                                                   Logo de início, teve que se defrontar com a estrutura das corporações, que exigiam uma aprendizagem de sete anos e costumavam recrutar seus aprendizes nas famílias de seus próprios membros. Mas, finalmente, conseguiu empregar-se, com um contrato de um ano. Foi um período difícil: era obrigado a trabalhar dez horas por dia, gastando apenas 10 xelins por semana com a alimentação, para diminuir as despesas do pai. Além disso o clima de Londres, úmido e frio, causou-lhe reumatismo, obrigando-o a abandonar a cidade. De volta a Glasgow, desta vez seguro de sua notável habilidade, decidiu trabalhar por conta própria e abriu uma loja de instrumentos.                                                                                          No entanto, num ambiente conservador e tradicionalista, como era a sociedade inglesa na metade do século XVIII, não era fácil conseguir fregueses entre gente desconfiada como os técnicos e navegadores; em pouco tempo seus negócios começaram a decair. Isso não representou mal irreparável, porque James conseguira granjear amigos influentes, capazes de apreciar o seu talento. Assim, em 1757 foi admitido, na qualidade de fabricante de instrumentos de medida, na Universidade de Glasgow.              O trabalho na universidade tornou possível seu primeiro encontro com o motor a vapor: certo dia recebeu a tarefa de consertar um modelo do motor de Newcomen (que constituía, no máximo, uma segunda alternativa para a força dos cavalos). Com seu espírito analítico, adquirido nos dias em que brincava de desmontar bússolas e sextantes, conseguiu descobrir os pontos fracos da máquina.                                   Não era essa, entretanto, a primeira vez que o jovem técnico se interessava pelas características do motor. Dois anos antes ele discutira com seus amigos algumas idéias que achava pudessem servir para melhorá-lo. Tinha tentado, além disso, realizar algumas experiências que, todavia, não deram resultados satisfatórios.                                                                                                                                          Agora, finalmente, dispunha de um motor e das peças para reconstruí-lo. Era uma ocasião verdadeiramente única, e Watt conseguiu descobrir que, para melhorar seu funcionamento, era necessário elevar a temperatura do vapor, resfriando-o depois bruscamente durante a expansão. Acrescentou então o condensador de vapor e outros artifícios destinados a melhorar o rendimento do engenho.                                                                                                                                                    Depois de todas essas modificações o resultado era muito semelhante ao do motor ainda hoje em uso, com condensador, caixa de distribuição e sistema biela-manivela, para obter o movimento rotativo a partir do alternado.                                                                                                                                  Watt fazia todas as experiências à noite; durante o dia precisava trabalhar para manter a família, pois seu pai estava reduzido à pobreza, arruinado por empreendimentos infelizes.                                  Sua única distração era passar o domingo no campo, em companhia de um tio materno e de sua prima, Margaret Miller, com quem se casou em 1764. A mulher deu-lhe quatro filhos e revelou-se companheira admirável, moderando, com seu temperamento alegre, a melancolia e a insegurança do marido, durante os anos em que procuraram o sucesso.                                                                                                                  As primeiras experiências de Watt, destinadas a mostrar os méritos do "seu" motor, não foram vitoriosas: os recursos eram escassos e, como a maioria dos inventores, ele não conseguia ordenar os seus negócios. Por quatro anos trabalhou como engenheiro civil e elaborou um projeto para um canal entre Forth e Clyde. A Câmara dos Comuns, entretanto, não aprovou o trabalho. Em 1769 fez um segundo projeto, desta vez para o canal destinado a transportar carvão para Glasgow.                                   Finalmente encontrou um financiador, na pessoa de J. Roebuck, para a aplicação em larga escala de sua descoberta, mas a sociedade fundada para esse fim faliu em pouco tempo. A combinação com Matthew Boulton, engenheiro de Birmingham, foi, ao contrário, muito mais afortunada. Este conseguiu em 1769 a patente para o motor de Watt e, em 1775, a prorrogação da posse por mais 25 anos. Boulton tornou-se ao mesmo tempo sócio no empreendimento que começava a traçar o caminho do sucesso.                                   A prova decisiva veio quando uma mina alagada, em Peacewater, foi inteiramente drenada em dezessete dias, enquanto os métodos tradicionais exigiam meses de esforço. Watt propôs também que seu motor fosse utilizado para operar os elevadores subterrâneos; o motor tinha numerosas aplicações, todas elas muito bem pagas pela indústria do carvão. Como o novo aparelho substituía os cavalos, para dar ao comprador, acostumado aos métodos tradicionais, uma idéia de sua capacidade, a potência era expressa pelo número de cavalos que podia substituir. Nasceu desse modo a expressão "horse power", que em inglês significa potência de cavalos.                                                                                               Sua primeira patente referia-se a um motor a vapor rápido, poderoso e eficiente; no entanto, era ainda apenas uma bomba a vapor. As invenções seguintes adaptaram-no para funcionar com todo tipo de máquina. Apesar do sucesso comercial, Watt, prudente em considerar as invenções alheias, era muito crítico em relação às suas. Possuía notável carga de simpatia, o que lhe granjeou muitas amizades entre personalidades como Herschel, Shelley e Cavendish. A Royal Society de Londres e a Royal Society de Edimburgo elegeram-no "Fellow" (membro) e a Academia de Ciências da França acolheu-o entre seus membros estrangeiros. Dotado de memória prodigiosa e grande narrador, com sua voz profunda, de marcado sotaque escocês, era a alma das reuniões da Sociedade Lunar, assim chamada porque os "lunáticos" preferiam reunir-se nas noites de lua cheia, para melhor achar o caminho de volta. "Lunática" era também Arme MacGregor, que se tornou sua segunda esposa e que lhe deu dois filhos.                          Em 1800, quando expirou sua primeira patente, Watt passou aos filhos a direção de seus negócios, para ocupar-se exclusivamente com novas invenções: aperfeiçoamentos do motor, um pantógrafo para escultores, um copiador de cartas.                                                                                                            Seus últimos anos foram completamente devotados à pesquisa, em sua propriedade de campo em Heathfield Hall, perto de Birmingham, onde morreu a 19 de agosto de 1819.

 

 

 

JOSEPH LOUIS PROUST (1754-1826), nasceu em Angers, França, sendo, portanto, compatriota e contemporâneo de Lavoisier. Filho de um farmacêutico, estudou Química e Farmácia, tornando-se chefe da farmácia do Hospital de Salpêtrière, em Paris. Aí realizou trabalhos sobre a urina, o ácido fosfórico e o alúmen.                                                                                                                      Em 1789, fugindo da Revolução Francesa, mudou-se para a Espanha, onde lecionou nas academias de Segóvia e Salamanca e trabalhou nos recém-instalados laboratórios do rei Carlos IV, em Madri. Aí estudou muitos minerais espanhóis e descobriu o processo de extração do açúcar da uva. Em 1808, o laboratório onde trabalhava foi destruído pelas tropas francesas que haviam invadido a Espanha. Isso forçou Proust a retornar para a França.                                                                           Em 1801 formulou sua famosa Lei de Proporções Definidas, que foi duramente combatida por outro eminente químico francês. Claude Louis Berthollet, durante oito anos, por cartas e artigos escritos em jornais. Bethollet achava que as composições de muitos compostos não eram constantes, mas Proust conseguiu provar que Bethollet falhava por não purificar suficientemente seus compostos e por cometer erros em suas análises químicas. Finalmente, em 1808, reconheceu-se que a razão estava com Proust, e sua lei, sem dúvida, ajudou a fortalecer, na Química, a idéia do átomo de Dalton. Por seus trabalhos cuidadosos de purificação e análise de compostos químicos, Proust é considerado um dos fundadores da Análise Química.                                                                                                                                          Em 1816, Proust foi eleito para a Academia de Ciências da França, e logo depois se retirou para sua cidade natal, Angers, onde faleceu a 5 de julho de 1826.

 

 

John Dalton (1766-1844), químico, físico e professor inglês (6/9/1766-27/7/1844). Responsável pela elaboração da moderna teoria atômica da matéria. Nasce em Eaglesfield e estuda na Quaker''s School de Eaglesfield. Dedica a vida ao ensino e à pesquisa, dando aula em Kendal e Manchester. Desenvolve trabalhos significativos nas áreas de meteorologia, física, gramática e lingüística, além da química. Apesar de conhecida entre os cientistas da época a idéia de que a matéria se compõe de átomos, é Dalton quem estabelece seu modelo definitivo. Apresenta sua Teoria Atômica em uma série de conferências realizadas na Royal Institution de Londres entre 1803 e 1807. Seu nome entra para a história da ciência também por causa da descoberta e descrição do daltonismo, deficiência visual para diferenciar as cores, da qual é portador. Percebe o problema ainda jovem e, ao pesquisar o fenômeno em outras pessoas, observa que algumas sofrem de daltonismo apenas em circunstâncias especiais e que a cegueira cromática é mais acentuada no campo do vermelho (protanopsia) ou do verde (deuteranopsia).

 

 

Joseph Louis Gay-Lussac (1778-1850), químico e físico francês. Professor de Física da Sorbonne e de Química na Escola Politécnica.                                                                           Foi, acima de tudo um grande observador, trabalhando infatigavelmente pelo progresso da ciência em benefício da humanidade.                                                                                                              Em 1797, entrou na Escola Politécnica em Paris e graduou-se em 1800. Começou estudos adicionais em engenharia, mas se afastou em 1801 quando foi convidado a ser assistente do distinto químico Claude-louis Berthollet. Muitas das pesquisas de Lussac foram realizadas no laboratório localizado na casa de campo de Berthollet em Arcueil, perto de Paris. Esta aldeia era o centro de um grupo ativo de jovens cientistas orientados por Berthollet e Pierre-Simon Laplace.              Em 1802, elaborou uma lei, conhecida como a lei de Charles, que trata dos efeitos da temperatura sobre os gases. Mostrou que todos os gases expandem proporcionalmente ao aumento de temperatura. A existência de um coeficiente térmico de expansão comum tornou possível a definição de uma nova escala de temperatura de profundo significado termodinâmico estabelecida posteriormente por Sir William Thomson (Lord Kelvin).                                                                                                                               Em 24 de agosto de 1804, juntamente com Jean Baptiste Biot ascenderam num balão de hidrogênio a uma altura de 4000m a fim de estudar a variação magnética da Terra em relação à altura. Realizou sozinho uma segunda ascensão em 16 de setembro do mesmo ano, a uma altura recorde de 7016m com objetivo de repetir medições magnéticas, estudar a variação da temperatura e pressão e coletar amostras de ar.       Em 1805, em companhia de Humboldt, fez uma expedição científica à Itália, estagiando depois algumas semanas no laboratório de Humboldt, em Berlim. Experiências mostraram a determinação de proporções relativas em hidrogênio e oxigênio devem ser combinados para formar água.                                          Assim, em 31 de dezembro de 1808, ano de seu casamento, anunciou a lei da combinação dos volumes. Esta lei estabelece que os gases formam compostos entre si, segundo proporções definidas, que podem ser expressas em fórmulas. A fórmula usada para a água (H2O) mostra que a água é formada por duas partes de hidrogênio (H) e uma parte de oxigênio (O).                                                                               Aperfeiçoou os processos de fabricação do ácido sulfúrico e do ácido oxálico para a indústria. Sugeriu um método de determinação da quantidade de álcalis existente na potassa e no carbonato de sódio (barrilha), além de aperfeiçoar meios de avaliar a quantidade de cloro contida no pó de descoramento, ou alvejamento. Gay-Lussac e Louis Jacques Thenard, trabalhando independentemente, isolaram o boro, no mesmo ano (1808) que sir Humphrey Davy, químico inglês, o fazia na Inglaterra. Em 1809, depois de tentar a análise do cloro, que se chamava então "ácido muriático oxigenado", concluiu que havia motivo para se ver nele um corpo simples. Em 1815, descobriu o cianogênio e o ácido prússico. Em 1816, construiu o barômetro de sifão que tem seu nome.                                                                                                     Por sua notável contribuição para o progresso da química, foi eleito para a Académie des Sciences, de Paris, e para a Royal Society, de Londres.                                                                                                  

Obras

Pertenceu a diversas sociedades científicas, escrevendo muitas obras, artigos, notas e memórias sobre suas investigações. Escreveu:

Investigações Físico-Químicas sobre a Pilha, sobre os Álcóois, sobre os Ácidos, sobre a Análise Vegetal e Animal.

 

 

Jons JaKob Berzelius (1779-1848), químico sueco, nasceu a 20 ou 29 de Agosto de 1779, em Linkoping, e morreu a 7 de Agosto de 1848, em Estocolmo. É considerado um dos fundadores da Química moderna.  Formou-se em Medicina em Upsala sendo depois professor em Estocolmo. Em 1822 ingressou no Instituto de França ocupando-se com a classificação dos minerais segundo a respectiva composição química. Os seus estudos de electrólise levaram-no à concepção basilar da teoria electroquímica. Determinou os pesos atómicos de cerca de 43 elementos. Isolou o cálcio, o bário, o estrôncio, o silício, o titânio, o zircónio, e descobriu o selénio, o tório e o césio. Reconheceu a existência de isómeros (em Química orgânica) e descobriu o fenómeno da catálise (nome que introduziu no vocabulário químico).

 

 

 

 

 

Johann Wolfgang Döbereiner(1780-1849),  carregado em 1780, era professor o chemistry e a tecnologia na universidade de Jena, de 1810 a 1849. Durante este tempo observou a ação do preto de platina no hidrogênio, que conduziu a sua invenção do isqueiro pneumático do gás (Feuerzeug) e ao conceito de Berzelius' do catalysis, além de fazer outras contribuições ao chemistry puro e aplicado. Döbereiner, em 1817, mostrou que o peso combinando, significando o peso atômico, das mentiras do strontium intermediárias entre aquelas do cálcio e do bário; e certos anos mais tarde mostrou que outras tais "tríades" existem (cloro, bromo, e iodo [ halogênios ] e lítio, sodium, e potassium [ metais do alcalóide]).

 

 

Jean Baptiste André Dumas (1800 - 1884), químico e político francês nascido em Alais, hoje Alès, que formulou uma teoria de substituição de átomos em moléculas orgânicas e um método para determinação de nitrogênio em substâncias orgânicas. Fundou a École Centrale des Arts et Manufactures (1832) e tornou-se membro da Académie des Sciences (1832), e seu secretário perpétuo (1868). Foi ministro da agricultura e comércio (1849-1851) e, também, senador e presidente do conselho municipal de Paris. Na química mostrou que o peso molecular de certos compostos orgânicos era diretamente proporcional à densidade de vapor do composto, e, usando este princípio, ele criou um método para determinação do peso molecular, especialmente de gases e líquidos com baixos pontos de ebulição, e a densidade de vapor. Escreveu Traité de chimie appliquée aux arts (1828-1845), uma obra em oito volumes.

 

 

James Prescott Joule (1818-1189), físico inglês tornou-se famoso por suas experiências envolvendo a "transformação de trabalho em calor". Seu nome está associado à possibilidade de conversão de trabalho mecânico e de eletricidade em calor. Seu nome foi dado à unidade de energia do Sistema Internacional.  Joule nasceu em Salford, Inglaterra, em 24 de dezembro de 1818. Sua família era rica e possuía uma cervejaria. Recebeu instrução de John Dalton em ciências e matemática. Sentiu-se atraído pela física, especialmente pelos temas relacionados ao calor. Iniciou seus trabalhos experimentais num laboratório anexo à cervejaria. A experiência adquirida por Joule o habilitou a medir diferenças de temperatura com grande precisão, e foi encorajado a prosseguir em suas pesquisas por William Thomson (Lord Kelvin).                                                                                                            Quando tinha 18 anos Joule iniciou seus estudos sobre o calor liberado por uma corrente elétrica fluindo em um condutor, e em 1840 deduziu a lei que relaciona a corrente elétrica e a resistência do condutor ao calor transmitido (Lei de Joule), e publicou "Sobre a Produção de Calor por meio da Eletricidade Voltaica".                                                                                                                                                 Entre 1837 e 1847 seu trabalho estabeleceu o princípio da conservação da energia e a equivalência do calor e de outras formas de energia. O médico J. R. Mayer tinha chegado à idéia da conservação da energia na década de 1840, mas de uma forma não tão clara, e W. Thomson e Helmholtz também deram contribuições, mas foi Joule que estabeleceu a equivalência de uma forma explícita e precisa.               Joule desenvolveu uma relação para a equivalência entre o trabalho mecânico e o calor em 1843. Mediu a pequena variação de temperatura causada num recipiente cheio de água, agitada pela rotação de pás acionadas por um sistema de polias e massas em queda.                                                                          Joule utilizava já as existentes teorias da conservação da quantidade de movimento e da conservação da massa, e contribuiu decisivamente para o estabelecimento da lei da conservação da energia, conhecida como a Primeira Lei da Termodinâmica. Em 1848 publicou um trabalho a respeito da teoria cinética dos gases, calculando a velocidade das moléculas que os constituem.                                                               Joule e o físico William Thomson (Lord Kelvin) colaboraram durante cerca de 7 anos, a partir de 1852, em diversos experimentos, principalmente em relação ao efeito Joule-Thomson, pelo qual quando um gás se expande sua temperatura cai, sugerindo a possibilidade de aproveitamento desse efeito para o desenvolvimento de máquinas de refrigeração.                                                                                         Joule era uma pessoa muito modesta, e tornou-se uma espécie de assistente de Thomson ao invés de seguir suas próprias linhas de pensamento. Joule foi um dos grandes experimentalistas de seu século, tendo elaborado suas principais contribuições antes dos 30 anos de idade. Em 1878, Joule publicou um resultado mais aperfeiçoado do equivalente mecânico do calor. Faleceu em 11 de outubro de 1889 , em Sale, Inglaterra.

 

 

Johannes Diderik van der Waals (1837 - 1923), físico holandês nascido em Leiden, que descobriu a continuidade dos estados líquido e gasoso (1873). Filho de Jacobus van der Waals e Elisabeth van den Burg, após sua educação primária tornou-se professor de ensino básico até entrar para estudar na Universidade de Leiden (1862-1865). Casou com Anna Magdalena Smit (1864) e o csal teve três filhas e um filho. Nomeado professor de uma escola secundária em Deventer (1864), mudou-se dois anos depois para dirigir uma outra escola secundária em The Hague. Voltando a estudar, ganhou em seu doutorado (1873) com a tese que o colocou definivamente na lista dos grandes físicos: Over de Continuïteit van den Gas - en Vloeistoftoestand. na qual estabelecia a famosa Equação de Estado, a equação geral do estado dos gases reais. Estabeleceu para as fracas forças de atração entre átomos ou moléculas: (P + a/V2) (V-b) = RT, e se a = b = 0, então PV = RT. Com a transformação do velho Athenaeum de Amsterdã em universidade, ele tornou-se professor de física (1876) e, junto com Van't Hoff e Hugo de Vries, o geneticista, contribuiu para a fama daquela instituição. Desenvolveu, também, investigações sobre a dissociação eletrolítica esobre a teoria termodinâmica da capilaridade e sobre estática dos fluidos. Estudou as forças de atração de naturaleza electrostática, as forças de van der Waals, exercidas entre as moléculas constitutivas da matéria, que têm sua origem na distribução de cargas positivas e negativas na molécula. Ganhou o Prêmio Nobel de Física (1910) por seu trabalho sobre a equação de estado para gases e líquidos. Morreu em Amsterdã e, em vida, recebeu numerosas honras e distinções, ente elas um honorário doutorado da University of Cambridge; membro honorário da Sociedade Imperial de Naturalisdas de Moscow, da Royal Irish Academy e da American Philosophical Society. Também foi membro correspondente do Institut de France e da Academia Real de Ciências de Berlim, membro associado da Royal Academy of Sciences of Belgium, e membro estrangeiro da Chemical Society of London, da National Academy of Sciences of the U.S.A., e da Accademia dei Lincei de Roma. Sua filha Anne Madeleine trabalhou com o pai após a morte da mãe, Jacqueline Elisabeth tornou-se professora de história e poetisa, e Johanna Diderica, professora de inglês. Seu filho, Johannes Diderik Jr., foi professor de física na Groningen University (1903-1908), e depois, substituiu seu pai na cátedra de física na Universidade de Amsterdã.

 

 

Johannes Nicolaus Brönsted (1879 - 1947), químico dinamarquês nascido em Varde, descobridor das propriedades dos ácidos e bases e um dos criadores da teoria protónica, também chamada de teoria de Brönsted-Lowry. Filho de um engenheiro civil, Johannes Nicolaus, ficou órfão de mãe ao nascer. Seu pai novamente casou, mas também morreu quando ele tinha 14 anos. A despeito das traumáticas infância e adolescência, estudou no Instituto Politécnico de Copenhagen e conseguiu chegar a universidade, onde obteve o grau de Ph.D (1908). Logo em seguida tornou-se professor de química na Universidade de Copenhagen e no Instituto, onde, juntamente com o húngaro György Carl von Hevesy, conseguiu separar isótopos (1921). Anunciou seu mais importante trabalho na termodinâmica, onde formulou uma nova e revolucionária teoria para explicar as propriedades dos ácidos e bases (1923). Segundo ele, um ácido cede protons (H+) a uma base, que os recebe. Esta teoria foi desenvolvida simultanea e independentemente pelo inglês Thomas Martin Lowry e, assim, a teoria protónica também recebeu o nome dos dois propnentes. Também foi autoridade em propriedades catalíticas e ácidos e bases fortes. Embora seu maior interesse fosse em termodinâmica, também desenvolveu importantes trabalhos em eletrólise (1927).