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Michael Faraday (1791 - 1867), físico e químico inglês, nascido em Newington. No campo da física, desenvolveu o conceito dos campos elétricos e magnéticos, pesquisando pioneiristicamente o fenômeno da indução magnética e postulando as leis básicas da eletrólise. Como químico, entre outras conquistas, isolou o benzeno em 1825.                                                                                                         Desde sua infância, passa a residir com sua família em Londres. Filho de um ferreiro, teve origem simples, precisando trabalhar desde a infância, no ofício de encadernador, recebendo uma educação formal apenas suficiente. Já estudava sobre as ciências desde quando trabalhava como encadernador, e sua facilidade nos estudos o levou a trabalhar como assistente no laboratório do químico inglês Humphry Davy. Anos mais tarde, Faraday substituiria Davy como professor de Química na Royal Institution, onde Davy tinha seu laboratório. O sucesso nas pesquisas de Faraday levaram-no a conquistar grande apreço da comunidade científica em sua época, e várias honras foram concedidas a ele.                                                                                                                         Primeiramente, Farday deteve-se ao estudo da Química. Neste campo, descobriu dois novos cloretos de carbono. Também conseguiu manter alguns gases em estado líquido, o que abriu caminho para a descoberta de que tais gases apresentavam um ponto de ebulição muito baixo. Em 1825, Faraday é nomeado pela Sociedade Real para as pesquisas sobre o vidro, na qual o cientista procuraria aperfeiçoar as técnicas de processamento do material para fins óticos. Neste mesmo ano, realiza também a descoberta do benzeno, um líquido incolor, inflamável, derivado do petróleo, que mais tarde seria utilizado na composição de combustíveis para motores.                                                                                  Mas as mais importantes descobertas de Faraday residem, sobretudo, no estudo do eletromagnetismo. Em 1821, dois anos após a descoberta de Oertsted sobre a existência dos campos magnéticos induzidos por correntes elétricas, Faraday definiu o campo magnético existente ao redor dos condutores de eletricidade. Em 1831 determina a existência do fenômeno da indução eletromagnética.                             Em seus experimentos, verificou que quando uma corrente elétrica passa por uma bobina de fios condutores, esta induzia uma corrente similar em outras bobinas proximamente dispostas. Assim, Faraday verificou que a corrente gerada nas outras bobinas era gerada pela campo magnético da bobina inicial. Assim, passou a especular sobre a possibilidade da geração de eletricidade por uma bobina que se move em um campo magnético e, logo mais, projetou com base neste princípio o primeiro gerador elétrico: o dínamo. Mais tarde, o mesmo princípio determinado por Faraday levaria à invenção do motor elétrico.       Outra importante descoberta de Faraday foi a existência do diamagnetismo, uma das modalidades de fenômenos magnéticos (assim como o ferromagnetismo, o paramagnetismo e o eletromagnetismo), em que algumas substâncias, então chamadas diamagnéticas, têm a propriedade de serem repelidas pelos ímãs. Exemplos de substâncias diamagnéticas são o bismuto (utilizado nas experiências de Faraday), o vidro e o antimônio.                                                                                                                                              Também nesta época passa a empreender suas importantes pesquisas sobre a decomposição eletroquímica. Introduz o termo “eletrólito” para designar as substâncias decompostas por correntes elétricas - conduzidas através das substâncias pelos íons nelas presentes - e o termo “elétrodo” para os condutores metálicos responsáveis por esta decomposição (os elétrodos são ânodos quando representam pólos negativos, e cátodos quando representam pólos positivos), nomeando o processo de decomposição de eletrólise.                                                                                                                                                 Estabelece as leis fundamentais da eletrólise: a proporcionalidade entre a quantidade de eletricidade que atravessa o eletrólito e a quantidade de transformação química resultante; a proporcionalidade entre a quantidade da substância decomposta que é depositada a partir do eletrodo e a corrente que atravessa o eletrólito.

 

Max Karl Ernest Ludwig Planck (1858-1947), nasceu em Kiel, Alemanha, mas em 1867, sua família mudou-se para Munique. Seus talentos matemáticos apareceram desde cedo e foram logo notados por seu professsor Hermann Muller, cuja explicação do princípio da conservação de energia impressionou muito Planck e se tornou uma das bases de seu trabalho posterior.                                                                                     Quando Planck se formou no ginásio em 1874, ele ainda não tinha decidido em que matéria ele prosseguiria seus estudos, estava em dúvida entre a música, a matemática e a filologia clássica. Planck matriculou-se então na Universidade de Munique e inicialmente decidiu estudar matemática, influenciado pelas palestras de Gustav Bruer, e outras matérias. Ele estava atraído pela física, apesar de tentarem persuadi-lo a desistir, pois diziam que não havia nada de novo a ser descoberto neste campo. Porém, ele continuou pelo seu interesse em questões da natureza do universo. Notas de estudo mostram seu interesse por geometria analítica, álgebra, "Mechanische Wärmetheorie" e física. Planck foi para a Universidade de Berlim em 1877-1878 onde assistiu palestras de Weiestrass, Kirchoff e Helmholtz, e estudou sozinho em detalhes "Mechanische Wärmetheorie" de Clausius, dando sua própria interpretação. Estas investigações o levaram à preparação de sua tese de doutorado sobre a segunda lei da termodinâmica, o que lhe concedeu o grau de Ph.D na Universidade de Munique em 1879. Já em 1880, ele recebeu o venia legendi pelo seu trabalho em que estendia a teoria mecânica do calor, usando o conceito de entropia para tratar forças elásticas agindo em corpos a diferentes temperaturas.                                                                 Uma indicação para professor extraordinário na Universidade de Kiel em 1885 deu a Planck grande independência científica e financeira, permitindo que ele se casasse com sua noiva Marie Merck. Baseado em recentes experimentos de Hertz, na simplificação da teoria eletromagnética de Maxwell e em seus estudos, ele elaborou sua teoria da radiação em 1890. Nas suas publicações nesse período, concentrou-se na aplicação de suas idéias na físico-química (teoria de soluções diluídas e termoeletricidade). Esses estudos culminaram depois na sua monografia 'Grundriss der allgemeinen Thermochemie'(1893) e 'Vorlesungen über Thermodynamik'(1897).                                                                                            Devido a essas pesquisas bem sucedidas em termodinâmica, Planck foi indicado em 1888 para ser o sucessor de Kirchoff, como professor assistente na Universidade de Berlim e diretor do Instituto para Física Teórica (fundado especialmente para ele). Ele foi professor ordinário em Berlim de 1892 até 1926. Ele rapidamente conseguiu seu reconhecimento profissional e tornou-se membro do Physikalische Gesellschaft zu Berlim em 1894. Antes de 1900 ele participou de encontros do Gesellschaft Deutscher Naturforscher und &AUMLrzte, onde teve oportunidade de trocar informações científicas com Boltzmann, Bois-Reymond, Helmholtz, Pringsheim, Wien, Weinstein, Paalzow, Kundt, Siemens, Lummer, Holborn, Kurlbaum, Harnack, Mommsen e Scherer. Bastante correspondência começou a trocar com cientistas fora de Berlim como Hertz, Lecher, Koenigsberger, Sommerfeld, Ehrenfest, Schweitzer e outros.                                                                                                                                                        No seu trabalho científico em Berlim, Planck tentou dar uma característica independente para a 'física matemática', envolvendo-se em discussões de temas variados. Em 1895, ele defendeu a forma de Clausius para a segunda lei da termodinâmica, assim como a absoluta validade das leis da natureza, e ocupou posição principal na procura de constantes absolutas na segunda metade do século XIX. Suas visões nesses pontos explicam seu posterior interesse nas bases filosóficas da ciência.                   Sistematicamente o trabalho de Planck pode ser dividido em: termodinâmica, teoria da radiação, relatividade, e filosofia da ciência. O primeiro culminou em seu 'Vorlesungen über Thermodynamik', já mencionado. Em 1895 ele ocupou-se com processos irreversíveis, especialmente em eletrodinâmica. Ele combinou seus estudos anteriores em irreversibilidades termodinâmicas com a teoria eletromagnética de Maxwell da luz, na forma dada por Helmholtz, Heaviside e Hertz. A teoria foi no seu tempo objeto de investigações teóricas e experimentais de cientistas de Berlim, que consideraram esta nova teoria da luz uma das bases da nova física moderna. Planck juntou o método de Clausius com o teorema de Kirchoff concluindo que a luz e aquecimento radiativo em equilíbrio térmico são independentes da natureza da substância, um teorema que encheu Planck de entusiasmo. Foi isto, aliado a métodos estatísticos de cálculo, que o levariam em 1900 aos elementos de energia da nova lei da radiação. Seu terceiro maior interesse, a relatividade, ele utilizou conectando o princípio da relatividade com seu quantum de ação h.       Planck recebeu o maior reconhecimento em 1918 com o Prêmio Nobel de Física, porém sua vida pessoal foi desafortunada. Sua esposa morreu em 1909, seu filho Karl durante a Primeira Guerra Mundial (1916) e suas duas filhas Margarete e Emma durante o parto (1917 e 1919). Seu filho mais velho deste casamento foi executado em 1944 por suspeita de conspiração contra Hitler. Em 1911 Planck casou-se com Marga e teve seu filho Hermann.                                                                                                                         Planck viveu entre as duas guerras, e suas correspondências com Lorentz, Schweitzer, e outros mostram que ele manteve um ponto de vista independente. Em 1944 quase todos seus manuscritos e livros foram destruídos durante um bombardeio aéreo. De 1943 a 1945 ele viveu em Rogätz, perto de Magdeburgo, e então nos seus últimos anos de vida ele morou em Göttingen, onde ele testemunhou a fundação do instituto Max Planck zur Förderung der Wissenschaften, sucessor do Kaiser Wilhelm Gesellschaft, fundado em 1911 ( do qual ele tinha sido presidente de 1930 até 1937). Em 4 de outubro de 1947 Planck morreu em Göttingen.

 

Marie Curie (1867 - 1934), Química polaco-francesa, nasceu em Varsóvia, capital da Polônia, com o nome de Maria Sklodowska. Seu pai era físico e a mãe, que cedo morreria, era diretora de um colégio.                                                                                                                Em 1891, mudou-se para a França, onde dois de seus irmãos já se encontravam, e iniciou seus estudos universitários. Viveu ali com poucos recursos, chegando, certa vez, a desmaiar de fome durante a aula.                                               Quatro anos depois, casou-se com o químico Pierre Curie (optaram por realizar apenas a cerimônia civil, pois se consideravam anticlericais, e dispensaram também as alianças e o vestido de noiva. Em vez disso, preferiram adquirir duas bicicletas para passear).                                                                                                                  Estimulada pela descoberta dos raios X, feita por Roentgen, e das radiações do urânio por Becquerel, Marie Curie iniciou trabalhos de pesquisa que a levariam a identificar três diferentes tipos de emissão radiativas - mais tarde chamadas de alfa, beta e gama. Foi ela também que criou o termo radiatividade. Apoiando-se na descoberta do efeito piezoelétrico feita por seu marido, criou um método para medir a intensidade das emissões radiativas de materiais diversos. Trabalhando com diferentes compostos de urânio, conseguiu também demonstrar que as emissões eram diretamente proporcionais à quantidade de urânio nelas presente. Isso provava que os átomos desse elemento eram os únicos responsáveis pela radiatividade daquelas substâncias.                                                                                                             Em 1898, ela conseguiu também demonstrar a radiatividade do Tório. No mesmo ano, já auxiliada pelo marido, isolou, em meio a amostras de minério de urânio, diminutas quantidades de um novo elemento, ao qual deu o nome de polônio. Em dezembro, identificara outro elemento, e quantidades menores ainda: o rádio.                                                                                                                                                         Para obterem maiores quantidades desses novos elementos, os Curie foram buscar sobras de minérios na Boêmia (hoje parte da República Tcheca). Para isso, investiram suas próprias economias. Nos quatro anos seguintes, trabalhando num laboratório construído num barracão de madeira, em Paris, purificaram toneladas desses minérios. Assim, em 1902, conseguiram obter deles 0.1g de rádio. Mais tarde, purificado oito toneladas de um minério chamado pechblenda, obtiveram mais 1g de um sal de rádio. Jamais decidiram patentear o processo de obtenção desses materiais.                                                                  Em 1903, dividiram com Becquerel o prêmio Nobel de Física. Após a morte de Pierre Curie, em 1906, Marie assumiu seu cargo de professor na Universidade de Sorbonne, tornando-se a primeira mulher a ali lecionar. Em 1911, ela receberia também o Prêmio Nobel de Química.                                                           No final da vida, dedicou-se a supervisionar o Instituto do Rádio, organização para estudos e trabalhos com radiatividade, sediado em Paris. Faleceu devido à leucemia, adquirida pela excessiva exposição à radiatividade.

 

Max Planck (1858 - 1947), publicou sua teoria quântica sobre a natureza da energia em 1900. Descobriu que a luz pode assumir a forma de ondas ou partículas.